Livro Viajante, 3ª edição: Auto da Compadecida

30/04/2026 17:15

Para a terceira edição do Livro Viajante selecionamos um exemplar do clássico de Ariano Suassuna, Auto da compadecida.

Sinopse da obra: O “Auto da Compadecida” consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

O Livro viajante é uma prática de leitura ativa, coletiva e interativa. O exemplar da obra escolhida viaja entre os leitores que estão autorizados a interagir com a edição, adicionando marcações e comentários ao exemplar, enriquecendo a leitura do próximo participante.

Os participantes têm, em média, duas semanas para concluir a leitura da obra e passar o livro para o próximo leitor, de acordo com a ordem de inscrição.

Para participar é só se inscrever no formulário de inscrições.

As inscrições estão abertas até 15/05/2026.

Leia Maus com o Clube dos Livros Proibidos

25/05/2025 15:53

 

O próximo encontro do Clube dos Livros Proibidos vai discutir a obra Maus,  de Art Spiegelman

 

Sinopse:

Maus (“rato”, em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas – história, literatura, artes e psicologia.
Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.
Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovino, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável. 

 

O encontro será realizado no dia 21 28 de maio de 2025 às 17h, na Sala Harry Laus, localizada na Biblioteca Central/UFSC (perto da rampa de acesso, entre os banheiros e o auditório).

 

O Clube dos Livros Proibidos é um clube de leituras e discussões de obras literárias que tem sido objeto de censura. Para participar basta fazer a leitura da obra e comparecer ao encontro. As inscrições gratuitas serão realizadas no dia do evento.

ENCONTRO ADIADO PARA O DIA 28/05

Leia Fahrenheit 451 com o Clube dos Livros Proibidos

17/03/2025 10:41

O primeiro encontro do ano do Clube dos Livros Proibidos vai discutir a obra Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Sinopse:

Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.

Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: “O bombeiro”, contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.

 

O encontro será realizado no dia 19 de março de 2025 às 17h, na Sala Harry Laus, localizada na Biblioteca Central/UFSC (perto da rampa de acesso, entre os banheiros e o auditório).

O Clube dos Livros Proibidos é um clube de leituras e discussões de obras literárias que tem sido objeto de censura. Para participar basta fazer a leitura da obra e comparecer ao encontro. As inscrições gratuitas serão realizadas no dia do evento.

Confira o calendário de leituras do Clube dos Livros Proibidos para 2025.1

30/01/2025 15:58

Os clubes de leitura são oportunidades de encontro e discussão de diferentes temáticas a partir da leitura de obras literárias ou cinematográficas.

O clube de leituras Livros Proibidos convida à todos para participarem dos encontros do clube.

Os encontros acontecerão nas últimas terças-feiras do mês, com duração aproximada de 1h e participação gratuita. Os encontros são presenciais, na sala Harry Laus BU/UFSC, nas datas previstas no cronograma, às 17h. Os participantes receberão certificado.

 

Confira o calendário da primeira temporada do clube, com as datas e obras a serem discutidas no semestre de 202.1:

 

Março, 19/03 | Farenheit 451, de Ray Bradbury

 

Sinopse: Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.

Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: “O bombeiro”, contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.

Escrito durante a era do macartismo – a sistemática censura à arte promovida pelo governo americano nos anos 1950 – Bradbury costumava dizer que a proibição a livros não foi o motivo central que o levou a compor a obra, e sim a percepção de que as pessoas passavam a se interessar cada vez menos pela literatura com o surgimento de novas mídias, como a televisão. Com o passar do tempo, Fahrenheit 451 ganhou muitas camadas de interpretação: a história de um burocrata que questiona a vileza do seu trabalho, o poder libertador da palavra, a estupidez da censura às artes.

Embora soubesse estar testemunhando uma transformação social única, Bradbury afirmava não acreditar que o cenário que imaginou se tornaria realidade tão rápido. Lançado em 1953, Fahrenheit 451 é hoje uma obra de leitura indispensável junto com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.

 

Abril, 23/04| O conto da aia, de Margaret Atwood

 

Sinopse: O romance distópico O conto da aia, de Margaret Atwood, se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como “liberdade”. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. Uma das obras mais importantes da premiada escritora canadense, conhecida por seu ativismo político, ambiental e em prol das causas femininas, O conto da aia foi escrito em 1985 e inspirou a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original), produzida pelo canal de streaming Hulu em 2017. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado. A Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar, depois que uma catástrofe nuclear tornou estéril um grande número de pessoas. E sem dúvida, ainda que vigiada dia e noite e ceifada em seus direitos mais básicos, o destino de uma aia ainda é melhor que o das não-mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero. Com esta história assustadora, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente. Vencedor do Arthur C. Clarke Award.

 

Maio, 21/05 | Maus, de Art Spielgan

 

Sinopse: Maus (“rato”, em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura.
A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas – história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume.
Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.
Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

 

Junho, 18/06 | Lolita de Vladimir Nabokov

 

Sinopse: Polêmico, irônico e tocante, este romance narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador. A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Na literatura contemporânea, não existe romance como Lolita.

 

Julho, 16/07 | Bordados de Marjane Satrapi

 

Sinopse: Os almoços de família na casa da avó de Marjane Satrapi, em Teerã, terminavam sempre com o mesmo ritual: enquanto os homens iam fazer a sesta, as mulheres lavavam a louça. Logo depois começava uma sessão cujo acesso só era permitido a elas – o “bordado”, tema deste que é o terceiro livro de Satrapi publicado pela Companhia das Letras. Os leitores de Persépolis reconhecerão aqui as marcas registradas da autora: o humor cortante, o traço simples em preto e branco, o feminismo mordaz, jamais patrulheiro. O “bordado” iraniano seria equivalente ao brasileiríssimo “tricô”, não fosse uma acepção bastante particular: a expressão designa também a cirurgia de reconstituição do hímen, uma decisão pragmática para as mulheres que não abrem mão de ter vida sexual antes do casamento mas sabem que precisam corresponder às expectativas das forças moralistas do país. O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane, a mesma que conhecemos em Persépolis, é uma amostra de mulheres com moral e experiência bastante variadas, mas sempre às voltas com o machismo e a tradição, sobretudo depois da Revolução Islâmica (1979). Casamentos malfadados, virgindades roubadas, adultérios, frustrações, golpes e autoenganos, narrados com a ironia tão peculiar à autora, mostram que no Irã amar e desamar pode ser ainda mais complicado do que podemos supor.

 

Confira o calendário de obras do Léia Mulheres SIM! para 2025.1

30/01/2025 15:27

Os clubes de leitura são oportunidades de encontro e discussão de diferentes temáticas a partir da leitura de obras literárias ou cinematográficas.

O clube de leituras Léia Mulheres SIM! convida à todos para participarem dos encontros do clube.

Os encontros acontecerão nas terceiras ou quartas terças-feiras do mês, com duração aproximada de 1h30 e participação gratuita. Os encontros são presenciais, nas dependências do CED, nas datas previstas no cronograma, às 16h. Os participantes receberão certificado.

Confira o calendário da segunda temporada do clube, com as datas e obras a serem discutidas no ano de 2025:

 

Março, 26/03 | Subversivas: a Arte Sutil de Nunca Fazer o que Esperam de Nós, por Gisèle Szczyglak 

 

Sinopse: Subversivas é uma obra filosófico-pragmática destinada às mulheres para transformar a sociedade e vivenciar na prática a luta pelos seus direitos. Gisèle Szczyglak, Ph.D. em Filosofia Política, com pós-doutorado em Sociologia Política e Ética Aplicada, mostra que a civilização foi confiscada das mulheres e, como consequência, a percepção feminina sobre o mundo, assim como o papel de si mesmas são distorcidos. Para a autora, o caminho para virar este jogo é a subversão. Gisèle analisa como ao compreender as regras impostas pela sociedade e a cultura vigentes, as mulheres podem redirecioná-las para além da reivindicação para assim conquistar a plena igualdade de direitos. A autora ainda afirma que, depois de ancoradas na subversão, as mulheres serão capazes, junto com os homens, de fazer com que o feminismo de fato aconteça como um novo humanismo.

 

Abril, 16/04 | A Substância, direção de Coralie Fargeat

 

Sinopse: Elisabeth Sparkle, renomada por um programa de aeróbica, enfrenta um golpe devastador quando seu chefe a demite. Em meio ao seu desespero, um laboratório lhe oferece uma substância que promete transformá-la em uma versão aprimorada.

 

Maio, 14/05 | Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade, por bell hooks 

 

Sinopse: “Ensinando a transgredir” (1994) é um projeto inspirado na pedagogia crítica de Paulo Freire, assume bell hooks desde as primeiras páginas deste livro. A autora estabelece, em seu diálogo combativo com o pensador brasileiro, as bases para a educação como projeto ético e político, como processo de superação das desigualdades. Para isso, a formação precisa ir além da assimilação de conteúdos, tem de se expor às contradições e às diferenças, vencer as relações de poder para reconhecer cada um como sujeito. “Ensinando a transgredir” não é uma obra conceitual, mas uma autobiografia intelectual. Negra, a autora nasceu e cresceu no Sul dos EUA e recebeu a educação fundamental em escolas segregadas. Nelas, aprendeu desde cedo que a devoção ao estudo, à vida do intelecto, era um ato contra-hegemônico, um modo de resistir à dominação branca e ao sexismo. Feminista, ela demonstra que a demanda por igualdade é dever de todos.

 

Junho, 12/06 | Fim, por Fernanda Torres

 

Sinopse: Cinco amigos cariocas rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos.
Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos – mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer.
São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão – ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações.
Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas frutos da arguta capacidade de observação da autora.
Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia.
Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação, densidade sem chatice: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?

 

Julho, 10/07 | A natureza da mordida, por Carla Madeira 

 

Sinopse: “O que você não tem mais que te entristece tanto?” É com esta pergunta que Biá, uma psicanalista aposentada, apaixonada por literatura, aborda a jovem jornalista Olívia pela primeira vez ao encontrá-la sentada à mesa de um sebo improvisado. A provocação inesperada, vinda de uma estranha, capaz de ouvir “como quem abraça”, desencadeia uma sucessão de encontros, marcados pela intimidade crescente e que aos poucos revelam as histórias das duas mulheres. “Nossa amizade começou assim, enquanto nos afogávamos”, relata Olívia.

Com alternância entre as vozes, a força narrativa objetiva, descritiva e linear de Olívia contrapõe-se às anotações esparsas de Biá, cujos fragmentos de uma memória já falha e pouco confiável conduzem a um ponto de virada na trama que irá revelar ao leitor eventos que marcaram o passado de cada uma, evidenciando o paralelo entre as diferentes formas de abandono sofridas (e perpetradas) pelas duas amigas. Ao conhecer Olívia, o leitor é preparado para compreender Biá e, finalmente, refletir sobre a pergunta: o que faríamos em seu lugar?

Como nos outros romances da autora, as personagens parecem saltar do papel para colocar o leitor diante de questões universais, entre elas a incondicionalidade do amor, a força do desejo, a culpa e o esquecimento, a memória e sua dinâmica inescrutável com o perdão. É também um livro sobre amizade.

Com uma narrativa singular, potente e envolvente, Carla Madeira se reafirma em A natureza da mordida como um dos maiores nomes da literatura nacional contemporânea.

 

Registros do 2º encontro do Clube dos Livros Proibidos

01/11/2024 17:24

No dia 29/10 ocorreu o 2º encontro do Clube dos Livros Proibidos, com o debate da obra “A Revolução dos Bichos” de George Orwell.

 

Um sucesso mundial, clássico moderno, que narra a história de uma revolução dos animais de uma fazenda e das consequências e conclusões do ato. Uma história didática e direta, que faz uma crítica ao autoritarismo, totalitarismo e a corrupção em revoltas nascidas para “o bem comum”.

 

“As criaturas do lado de fora olharam de porco para homem, de homem para porco e de porco para homem de novo, mas já era impossível saber qual era qual.”

 

Agradecemos ao profº Enrique Muriel-Torrado e aos leitores presentes por tornar possível o encontro, debate e reflexão das ideias contidas na obra.

Que venham os próximos!

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Registros do 2º encontro do Clube de Leituras Léia Mulheres SIM

01/11/2024 16:28

 

No dia 24/10 ocorreu o 2º encontro do Clube de Leituras Léia Mulheres SIM!, com a discussão da obra “O feminismo é para todo mundo”, de bell hooks.

Uma obra descomplicada que destrincha o feminismo, tornando o movimento simples de compreender e claro a todos que têm interesse, contando com reflexões sobre diversos temas que abrangem o feminismo, como o trabalho, a sexualidade e o racismo.

 

“Tínhamos medo de reconhecer que sexismo podia ser tão opressivo quanto racismo. Apegamo-nos à esperança de que a libertação da opressão racial era o bastante para sermos livres. Éramos uma nova geração de mulheres negras que tinham sido ensinadas a se submeter, a aceitar a inferioridade sexual e a permanecer em silêncio.”

 

Agradecemos às profªs Aline Carmes Kruger e Luciane de Paula Vital, ao grupo Mulheres SIM! e aos participantes que construíram conosco o debate sobre a obra.

 

Que venham os próximos!

Registros do 1º encontro do Clube dos Livros Proibidos

01/11/2024 14:50

 

No dia 24/09 tivemos o 1º encontro do Clube dos Livros Proibidos, com a discussão da obra “O olho mais azul”, de Toni Morrison.

 

Uma leitura marcante e desafiadora, que exige que o leitor seja forte para virar a página e continue a entender a história de Pecola Breedlove da perspectiva de todos à sua volta.

 

“O que é que eu posso fazer por você, minha criança?”

Ela ficou ali parada, com as mãos cruzadas sobre o estômago, uma barriguinha um pouco saliente. “Talvez. Talvez o senhor possa me ajudar.”

“Ajudar como? Diga, não tenha medo.”

“Os meus olhos.”

“O que é que tem os seus olhos?”

“Eu quero que eles sejam azuis.”

 

Agradecemos todos que leram a obra e compareceram ao encontro, especialmente o mediador, Enrique Muriel-Torrado, que guiou o debate e nos fez pensar em tantas questões e perspectivas a partir da reflexão do conteúdo do livro.

 

Que venham os próximos!

Registros do 1º encontro do grupo de leituras Leia Mulheres SIM!

01/11/2024 14:46

 

No dia 26/09 tivemos o 1º encontro do Clube de Leitura Léia Mulheres SIM!, com a discussão da obra “A morte é um dia que vale a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes.

 

Um livro repleto de reflexões sobre a morte e a vida, que nos faz resgatar sentimentos que estavam há muito escondidos no nosso interior e nos faz pensar em cada experiência e momentos que estivemos presentes e tornam nossa perspectiva sobre o fim da vida e vivência como são.

 

“A melhor forma de continuarmos vivos, apesar dessas mortes que vão acontecendo ao longo da vida, é estar presente nelas.”

 

Agradecemos à profª Ana Claudia de Oliveira Segura, ao grupo Leia Mulheres SIM! e a todas as outras que estiveram presentes e puderam compartilhar um pouco de sua essência conosco através do debate da obra.

 

 

Que venham os próximos!

Leia “A morte é um dia que vale a pena viver” com o Leia Mulheres SIM!

17/09/2024 13:15

 

O primeiro encontro do Leia Mulheres SIM! vai discutir a obra A morte é um dia que vale a pena viver, da escritora brasileira Ana Claudia Quintana de Arantes.

Sinopse:

Sobre a arte de ganhar existem muitas lições, mas e sobre a arte de perder? Ninguém quer falar a respeito disso, mas a verdade é que passamos muito tempo da vida em grande sofrimento quando perdemos bens, pessoas, realidades, sonhos.   

Saber perder é a arte de quem conseguiu viver plenamente o que ganhou um dia.

Em 2012, Ana Claudia Quintana Arantes deu uma palestra ao TED que rapidamente viralizou, ultrapassando a marca de 1,7 milhão de visualizações. A última fala do vídeo, “A morte é um dia que vale a pena viver”, se tornou o título do livro que, desde seu lançamento em 2016, vem conquistando um público cada vez maior.

Uma das maiores referências sobre Cuidados Paliativos no Brasil, a autora aborda o tema da finitude sob um ângulo surpreendente. Segundo ela, o que deveria nos assustar não é a morte em si, mas a possibilidade de chegarmos ao fim da vida sem aproveitá-la, de não usarmos nosso tempo da maneira que gostaríamos.

Invertendo a perspectiva do senso comum, somos levados a  repensar nossa própria existência e a oferecer às pessoas ao redor a oportunidade de viverem bem até o dia de sua partida. Em  vez de medo e angústia, devemos aceitar nossa essência para que o fim seja apenas o término natural de uma caminhada.

Completamente revista e ampliada, esta edição é uma bela ode à vida e à humanidade.

O encontro será realizado no dia 26 de setembro de 2024 às 16h, na sala 109 do bloco D do CED.

O Clube de Leituras Leia Mulheres SIM! é uma iniciativa conjunta com o grupo Mulheres SIM!, voltado às discussões de obras que abordam o papel da mulher na sociedade.

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