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1º encontro do Clube de Leituras Léia Mulheres SIM! do ano
Publicado em 26/03/2025 às 10:40O primeiro encontro de 2025 do Léia Mulheres SIM! vai discutir a obra Subversivas: a arte sutil de nunca fazer o que esperam de nós, da escritora Gisèle Szczyglak.
Sinopse:
Subversivas é uma obra filosófico-pragmática destinada às mulheres para transformar a sociedade e vivenciar na prática a luta pelos seus direitos. Gisèle Szczyglak, Ph.D. em Filosofia Política, com pós-doutorado em Sociologia Política e Ética Aplicada, mostra que a civilização foi confiscada das mulheres e, como consequência, a percepção feminina sobre o mundo, assim como o papel de si mesmas são distorcidos. Para a autora, o caminho para virar este jogo é a subversão.
Gisèle analisa como ao compreender as regras impostas pela sociedade e a cultura vigentes, as mulheres podem redirecioná-las para além da reivindicação – para assim conquistar a plena igualdade de direitos. A autora ainda afirma que, depois de ancoradas na subversão, as mulheres serão capazes, junto com os homens, de fazer com que o feminismo de fato aconteça como um novo humanismo. Um guia para levar às mulheres ao esclarecimento do motivo por que ainda são expostas a situações difíceis ou sofrem impasses em sua vida profissional e pessoal.
O encontro será realizado no dia 26 de março de 2025 às 16h, no LABTEC, nas dependências do CED.
O Clube de Leituras Leia Mulheres SIM! é uma iniciativa conjunta com o grupo Mulheres SIM!, voltado às discussões de obras que abordam o papel da mulher na sociedade.
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Livro Viajante, 2ª edição: A Hora da Estrela
Publicado em 20/03/2025 às 08:55Para a segunda edição do Livro Viajante selecionamos um exemplar do clássico de Clarice Lispector, A Hora da Estrela.
Sinopse da obra:
A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da estrela, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera.
O Livro viajante é uma prática de leitura ativa, coletiva e interativa. O exemplar da obra escolhida viaja entre os leitores que estão autorizados a interagir com a edição, adicionando marcações e comentários ao exemplar, enriquecendo a leitura do próximo participante.
Considerando o tamanho e estilo da obra, os participantes têm até uma semana para concluir a leitura da obra e passar o livro para o próximo leitor, de acordo com a ordem de inscrição.
Caso haja impedimentos ou imprevistos, é possível trocar a ordem de leitura e ajustar para que a experiência do participante seja a melhor possível. Ao final do semestre haverá um encontro para discussão da experiência.
Para participar é só se inscrever no formulário de inscrições. Novos participantes poderão ser incluídos mesmo após o fim do período de inscrições, a depender da demanda.
As inscrições estão abertas até 31/03/2025.
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Leia Fahrenheit 451 com o Clube dos Livros Proibidos
Publicado em 17/03/2025 às 10:41O primeiro encontro do ano do Clube dos Livros Proibidos vai discutir a obra Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
Sinopse:
Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.
Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: “O bombeiro”, contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.
O encontro será realizado no dia 19 de março de 2025 às 17h, na Sala Harry Laus, localizada na Biblioteca Central/UFSC (perto da rampa de acesso, entre os banheiros e o auditório).
O Clube dos Livros Proibidos é um clube de leituras e discussões de obras literárias que tem sido objeto de censura. Para participar basta fazer a leitura da obra e comparecer ao encontro. As inscrições gratuitas serão realizadas no dia do evento.
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Participe do encontro sobre Ainda Estou Aqui com o Lendo Latinos
Publicado em 11/03/2025 às 09:33O primeiro encontro do Clube de Leituras Leia Latinos será sobre Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, obra que deu origem ao filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.
Sinopse:
Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras.
Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento obscuro da história recente brasileira para contar ― e tentar entender ― o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.O encontro será realizado no dia 11/03/2025, às 17h, nas dependências do CED.
O Lendo Latinos é um clube de leituras com o intuito de discutir e dar visibilidade a obras e autores latinos. Com um encontro ao mês, basta fazer a leitura da obra e comparecer ao local para participar. As inscrições são gratuitas e serão realizadas no dia do evento.
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Confira o calendário de leituras para o clube Lendo Latinos em 2025.1
Publicado em 30/01/2025 às 17:56Os clubes de leitura são oportunidades de encontro e discussão de diferentes temáticas a partir da leitura de obras literárias ou cinematográficas.
O clube de leituras Lendo Latinos convida à todos para participarem dos encontros do clube.
Os encontros acontecerão nas terceiras terças-feiras do mês, com duração aproximada de 1h e participação gratuita. Os encontros são presenciais, nas dependências do CED, nas datas previstas no cronograma, às 16h. Os participantes receberão certificado.
Confira a lista de obras com a discussão programada para o semestre 2025.1:
Março, 11/03, 17h | Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva
Sinopse: Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras.
Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento obscuro da história recente brasileira para contar ― e tentar entender ― o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.Abril, 08/04, 17h | Do amor e outros demônios, de Gabriel García Márquez
Sinopse: Em 1949, o convento histórico de Santa Clara seria vendido para a construção de um hotel cinco estrelas no local. E Gabriel García Márquez, um jovem repórter, é designado para acompanhar a remoção das criptas funerárias da capela.
O que mais impressionou este colombiano foi o túmulo de uma menina, que o fez lembrar as lendas contadas por sua avó. Segundo ela, no Caribe, havia uma marquesinha que tinha uma “cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva”. Venerada por seus milagres, ela foi mordida por um cachorro e morreu de raiva. Seria aquela marquesinha de sua infância ali enterrada?
García Márquez conta a história da filha única de um marquês, criada no convívio de escravos e orixás, e um padre incumbido de exorcizar os demônios que se acredita terem possuído a pequena, cujos cabelos só seriam cortados em seu casamento.
Do amor e outros demônios vem, assim, de uma inspiração de quase meio século. Mas sua história vai além. García Márquez viaja até a Colômbia, ainda colônia da Espanha, para compor uma história de amor, cercada por mistério, sortilégio e feitiçaria, culminando num processo instaurado na Inquisição. Novamente um tema eternizado na literatura mundial – um dos desejos que elege as paixões e atinge as raízes mais profundas do ser humano: o amor.
Uma terna evocação de um passado colonial que, de forma pungente, amplia a solidão de uma época e das pessoas, assim é Do amor e outros demônios . Ao unir a jovem Sierva María de Todos los Ángeles e o padre Cayetano Delaura em momentos de terno sossego e ardente volúpia, o mestre do realismo mágico cria uma história com força e a pungência de um drama de nossos dias.
Maio 12/05, 17h | Antes da liberdade, de Julia Alvarez
Sinopse: Anita é uma garota da República Dominicana que mal completou doze anos. Um dia, em plena sala de aula, ela vê a tia chegar às pressas em busca de Carla García, sua prima e colega de classe. Os García estão de partida para Nova York, onde quase toda a família já se encontra exilada, fugida de uma das ditaduras mais ferozes da América Latina: a do general Rafael Leonidas Trujillo. Anita, seus pais e irmãos mais velhos ficam para trás, e sua história se confundirá com a da resistência ao caudilho e seu assassinato, em 30 de maio de 1961. Em meio ao movimento clandestino que tenta dar um basta ao governo ditatorial, Anita tem muitas perguntas a fazer. Não entende a razão de tantos telefonemas e conversas misteriosas nem das visitas da terrível polícia secreta a sua casa; assim como tampouco entende a vaidade da irmã, três anos mais velha. Sua entrada na adolescência é acelerada dramaticamente pelos acontecimentos políticos, que logo enredam seu pai e seu tio, após a morte do ditador. Agora, tudo o que resta a Anita é fugir e se esconder, até que uma perigosa operação de resgate possa conduzi-la à liberdade. Mas a liberdade guarda também um último e doloroso segredo: a do destino heróico, mas trágico, de seu pai.
Junho 03/06, 17h | A morte de um burocrata, direção de Tomás Gutiérrez Alea
Sinopse: Um trabalhador cubano morre acidentalmente e é enterrado junto com seu cartão do sindicato. Logo, sua viúva vai precisar do cartão para reivindicar a pensão deixada pelo marido. O jovem sobrinho deles entra nesta briga e inicia uma hilariante luta contra as autoridades para exumar o cadáver de seu tio, a fim de recuperar o precioso documento.
Julho 07/07, 17h | O parque das irmãs magníficas, de Camilla Sosa Villada
Sinopse: Da autora argentina Camila Sosa Villada, um livro de amor e afeto: quando terminamos a última página, queremos que o mundo inteiro o leia também! Quando chegou à cidade de Córdoba para estudar na universidade, a autora argentina Camila Sosa Villada decidiu ir ao Parque Sarmiento durante a noite. Estava morta de medo, pensando que poderia se concretizar a qualquer momento o brutal veredito que havia escutado de seu pai: “Um dia vão bater nessa porta para me avisar que te encontraram morta, jogada numa vala”. Para ele, esse era o único destino possível para um rapaz que se vestia de mulher. Camila queria ver as famosas travestis do parque, e lá, diante daquelas mulheres e da difícil realidade a que são submetidas, foi imediatamente acolhida e sentiu, pela primeira vez em sua vida, que havia encontrado seu lugar de pertencimento no mundo. O romance O parque da irmãs magníficas é isso tudo: um rito de iniciação, um conto de fadas ou uma história de terror, o retrato de uma identidade de grupo, um manifesto explosivo, uma visita guiada à imaginação da autora. Nestas páginas convergem duas facetas da comunidade trans, facetas que fascinam e repelem sociedades no mundo inteiro: a fúria travesti e a festa que há em ser travesti.
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Confira o calendário de leituras do Clube dos Livros Proibidos para 2025.1
Publicado em 30/01/2025 às 15:58Os clubes de leitura são oportunidades de encontro e discussão de diferentes temáticas a partir da leitura de obras literárias ou cinematográficas.
O clube de leituras Livros Proibidos convida à todos para participarem dos encontros do clube.
Os encontros acontecerão nas últimas terças-feiras do mês, com duração aproximada de 1h e participação gratuita. Os encontros são presenciais, na sala Harry Laus BU/UFSC, nas datas previstas no cronograma, às 17h. Os participantes receberão certificado.
Confira o calendário da primeira temporada do clube, com as datas e obras a serem discutidas no semestre de 202.1:
Março, 19/03 | Farenheit 451, de Ray Bradbury
Sinopse: Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.
Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: “O bombeiro”, contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.
Escrito durante a era do macartismo – a sistemática censura à arte promovida pelo governo americano nos anos 1950 – Bradbury costumava dizer que a proibição a livros não foi o motivo central que o levou a compor a obra, e sim a percepção de que as pessoas passavam a se interessar cada vez menos pela literatura com o surgimento de novas mídias, como a televisão. Com o passar do tempo, Fahrenheit 451 ganhou muitas camadas de interpretação: a história de um burocrata que questiona a vileza do seu trabalho, o poder libertador da palavra, a estupidez da censura às artes.
Embora soubesse estar testemunhando uma transformação social única, Bradbury afirmava não acreditar que o cenário que imaginou se tornaria realidade tão rápido. Lançado em 1953, Fahrenheit 451 é hoje uma obra de leitura indispensável junto com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.
Abril, 23/04| O conto da aia, de Margaret Atwood
Sinopse: O romance distópico O conto da aia, de Margaret Atwood, se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como “liberdade”. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. Uma das obras mais importantes da premiada escritora canadense, conhecida por seu ativismo político, ambiental e em prol das causas femininas, O conto da aia foi escrito em 1985 e inspirou a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original), produzida pelo canal de streaming Hulu em 2017. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado. A Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar, depois que uma catástrofe nuclear tornou estéril um grande número de pessoas. E sem dúvida, ainda que vigiada dia e noite e ceifada em seus direitos mais básicos, o destino de uma aia ainda é melhor que o das não-mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero. Com esta história assustadora, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente. Vencedor do Arthur C. Clarke Award.
Maio, 21/05 | Maus, de Art Spielgan
Sinopse: Maus (“rato”, em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura.
A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas – história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume.
Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.
Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.Junho, 18/06 | Lolita de Vladimir Nabokov
Sinopse: Polêmico, irônico e tocante, este romance narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador. A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Na literatura contemporânea, não existe romance como Lolita.
Julho, 16/07 | Bordados de Marjane Satrapi
Sinopse: Os almoços de família na casa da avó de Marjane Satrapi, em Teerã, terminavam sempre com o mesmo ritual: enquanto os homens iam fazer a sesta, as mulheres lavavam a louça. Logo depois começava uma sessão cujo acesso só era permitido a elas – o “bordado”, tema deste que é o terceiro livro de Satrapi publicado pela Companhia das Letras. Os leitores de Persépolis reconhecerão aqui as marcas registradas da autora: o humor cortante, o traço simples em preto e branco, o feminismo mordaz, jamais patrulheiro. O “bordado” iraniano seria equivalente ao brasileiríssimo “tricô”, não fosse uma acepção bastante particular: a expressão designa também a cirurgia de reconstituição do hímen, uma decisão pragmática para as mulheres que não abrem mão de ter vida sexual antes do casamento mas sabem que precisam corresponder às expectativas das forças moralistas do país. O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane, a mesma que conhecemos em Persépolis, é uma amostra de mulheres com moral e experiência bastante variadas, mas sempre às voltas com o machismo e a tradição, sobretudo depois da Revolução Islâmica (1979). Casamentos malfadados, virgindades roubadas, adultérios, frustrações, golpes e autoenganos, narrados com a ironia tão peculiar à autora, mostram que no Irã amar e desamar pode ser ainda mais complicado do que podemos supor.
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Confira o calendário de obras do Léia Mulheres SIM! para 2025.1
Publicado em 30/01/2025 às 15:27Os clubes de leitura são oportunidades de encontro e discussão de diferentes temáticas a partir da leitura de obras literárias ou cinematográficas.
O clube de leituras Léia Mulheres SIM! convida à todos para participarem dos encontros do clube.
Os encontros acontecerão nas terceiras ou quartas terças-feiras do mês, com duração aproximada de 1h30 e participação gratuita. Os encontros são presenciais, nas dependências do CED, nas datas previstas no cronograma, às 16h. Os participantes receberão certificado.
Confira o calendário da segunda temporada do clube, com as datas e obras a serem discutidas no ano de 2025:
Março, 26/03 | Subversivas: a Arte Sutil de Nunca Fazer o que Esperam de Nós, por Gisèle Szczyglak
Sinopse: Subversivas é uma obra filosófico-pragmática destinada às mulheres para transformar a sociedade e vivenciar na prática a luta pelos seus direitos. Gisèle Szczyglak, Ph.D. em Filosofia Política, com pós-doutorado em Sociologia Política e Ética Aplicada, mostra que a civilização foi confiscada das mulheres e, como consequência, a percepção feminina sobre o mundo, assim como o papel de si mesmas são distorcidos. Para a autora, o caminho para virar este jogo é a subversão. Gisèle analisa como ao compreender as regras impostas pela sociedade e a cultura vigentes, as mulheres podem redirecioná-las para além da reivindicação para assim conquistar a plena igualdade de direitos. A autora ainda afirma que, depois de ancoradas na subversão, as mulheres serão capazes, junto com os homens, de fazer com que o feminismo de fato aconteça como um novo humanismo.
Abril, 16/04 | A Substância, direção de Coralie Fargeat
Sinopse: Elisabeth Sparkle, renomada por um programa de aeróbica, enfrenta um golpe devastador quando seu chefe a demite. Em meio ao seu desespero, um laboratório lhe oferece uma substância que promete transformá-la em uma versão aprimorada.
Maio, 14/05 | Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade, por bell hooks
Sinopse: “Ensinando a transgredir” (1994) é um projeto inspirado na pedagogia crítica de Paulo Freire, assume bell hooks desde as primeiras páginas deste livro. A autora estabelece, em seu diálogo combativo com o pensador brasileiro, as bases para a educação como projeto ético e político, como processo de superação das desigualdades. Para isso, a formação precisa ir além da assimilação de conteúdos, tem de se expor às contradições e às diferenças, vencer as relações de poder para reconhecer cada um como sujeito. “Ensinando a transgredir” não é uma obra conceitual, mas uma autobiografia intelectual. Negra, a autora nasceu e cresceu no Sul dos EUA e recebeu a educação fundamental em escolas segregadas. Nelas, aprendeu desde cedo que a devoção ao estudo, à vida do intelecto, era um ato contra-hegemônico, um modo de resistir à dominação branca e ao sexismo. Feminista, ela demonstra que a demanda por igualdade é dever de todos.
Junho, 12/06 | Fim, por Fernanda Torres
Sinopse: Cinco amigos cariocas rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos.
Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos – mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer.
São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão – ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações.
Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas frutos da arguta capacidade de observação da autora.
Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia.
Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação, densidade sem chatice: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?Julho, 10/07 | A natureza da mordida, por Carla Madeira
Sinopse: “O que você não tem mais que te entristece tanto?” É com esta pergunta que Biá, uma psicanalista aposentada, apaixonada por literatura, aborda a jovem jornalista Olívia pela primeira vez ao encontrá-la sentada à mesa de um sebo improvisado. A provocação inesperada, vinda de uma estranha, capaz de ouvir “como quem abraça”, desencadeia uma sucessão de encontros, marcados pela intimidade crescente e que aos poucos revelam as histórias das duas mulheres. “Nossa amizade começou assim, enquanto nos afogávamos”, relata Olívia.
Com alternância entre as vozes, a força narrativa objetiva, descritiva e linear de Olívia contrapõe-se às anotações esparsas de Biá, cujos fragmentos de uma memória já falha e pouco confiável conduzem a um ponto de virada na trama que irá revelar ao leitor eventos que marcaram o passado de cada uma, evidenciando o paralelo entre as diferentes formas de abandono sofridas (e perpetradas) pelas duas amigas. Ao conhecer Olívia, o leitor é preparado para compreender Biá e, finalmente, refletir sobre a pergunta: o que faríamos em seu lugar?
Como nos outros romances da autora, as personagens parecem saltar do papel para colocar o leitor diante de questões universais, entre elas a incondicionalidade do amor, a força do desejo, a culpa e o esquecimento, a memória e sua dinâmica inescrutável com o perdão. É também um livro sobre amizade.
Com uma narrativa singular, potente e envolvente, Carla Madeira se reafirma em A natureza da mordida como um dos maiores nomes da literatura nacional contemporânea.
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Registros do 3º encontro do Clube dos Livros Proibidos
Publicado em 06/12/2024 às 17:33No dia 26/11 ocorreu o 3º encontro do Clube dos Livros Proibidos, sobre a leitura do diário de Anne Frank.
Nesse clássico tocante e chocante, Anne Frank relata seu cotidiano, pensamentos e sentimentos durante a II Guerra Mundial na Holanda nazista, quando ela e sua família precisam se esconder num pequeno espaço por conta da perseguição ao povo judeu.
“Deus nos deu a lei, mas depende de nós segui-la. Isso é liberdade. Sabe o que é liberdade? É quando você dorme sabendo que não prejudicou ninguém. Porque a liberdade e a bondade são a mesma coisa. E é uma coisa muito difícil de alcançar a cada dia.”
Agradecemos à Profª Patrícia Neubert por conduzir a reunião e às leitoras presentes por tornar possível o encontro, em que pudemos conhecer um pouco da grande mulher que foi Anne Frank e conversar sobre direitos humanos, a vida e a assolação ao mundo causada pelos ideais nazistas.
Que venham os próximos!
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Registros do 3º encontro do Clube de Leituras Léia Mulheres SIM!!!
Publicado em 06/12/2024 às 17:08No dia 22/11 tivemos o 3º encontro do Clube de Leituras Leia Mulheres SIM!, que contemplou o filme “o sorriso de Monalisa”, dirigido por Mike Newell.
Durante a década de 1950, Katherine Watson é contratada para lecionar História da Arte num colégio prestigiado e conservador. Considerada boêmia e com ideias subversivas, Katherine desafia os valores da instituição apresentando uma nova perspectiva de ver o mundo à suas alunas e inspirando-as a tratar a vida de uma forma diferente.
“…Também não há nenhum livro que diga o que pensar. Olhe além da pintura. Vamos tentar abrir a mente para novas ideias.”
Agradecemos à profª Camila Lehmkuhl, ao grupo Leia Mulheres SIM! e a todas as outras pessoas que estiveram presentes e puderam compartilhar um pouco de sua essência conosco através do debate do filme.
Que venham os próximos!
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Registros do 2º encontro do Clube dos Livros Proibidos
Publicado em 01/11/2024 às 17:24No dia 29/10 ocorreu o 2º encontro do Clube dos Livros Proibidos, com o debate da obra “A Revolução dos Bichos” de George Orwell.
Um sucesso mundial, clássico moderno, que narra a história de uma revolução dos animais de uma fazenda e das consequências e conclusões do ato. Uma história didática e direta, que faz uma crítica ao autoritarismo, totalitarismo e a corrupção em revoltas nascidas para “o bem comum”.
“As criaturas do lado de fora olharam de porco para homem, de homem para porco e de porco para homem de novo, mas já era impossível saber qual era qual.”
Agradecemos ao profº Enrique Muriel-Torrado e aos leitores presentes por tornar possível o encontro, debate e reflexão das ideias contidas na obra.
Que venham os próximos!
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